terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Metáfora da vida



Para justificar as fotos dos balões que acho extremamente lindas, me fascinam e que têm me inspirado.

Acho interessante perceber o quanto de nós pode caber num espaço vazio. As direções em que os ventos podem levar uma mente sem amarras são imprevisíveis.

Nossa vida é como um tapete flutuante, o qual encara a braveza de um ciclone, mas também flutua com a leveza das estrelas, das borboletas, das nuvens, das chuvas, dos sóis e de vários arco-íris.

Vez ou outra somos surpreendidos por um ciclone de um poder imenso e calmo. Veloz e silencioso. E nós em nosso tapete, somos levados junto, livres e fortes, pois também somos ciclone, mesmo sendo menores, o que não quer dizer que sejamos pequenos.

Envoltos numa ventania, ainda que atordoados, somos capazes de relutar; criamos e vemos uma abertura sobre nossas cabeças que nos permite enxergar uma saída do redemoinho, e por essa pequena fresta vemos a beleza de um céu limpo e, inesperadamente azul, logo após a terrível tempestade.

E quando menos esperamos o ciclone se move lentamente, passando, tendo a gente flutuando em seu olho, nos levando e pairando sempre em campos mais calmos, geralmente esverdeados, e estranhamente nos sopram para bem longe de terrenos espinhosos. Pelo menos até a próxima ventania, da qual também sairemos indubitavelmente mais fortes, e indescritivelmente mais livres.

A vontade de escrever está assim, aos poucos voltando, mas a de ler vocês, ventania nenhuma pode levar.

Um beijo

2 Pensamentos de outros:

Marcela Fernanda disse...

"também somos ciclone, mesmo sendo menores, o que não quer dizer que sejamos pequenos"

como é bom ter seus textos de volta!
sinto uma brisa deliciosa ao te ler!

saudadee.
um beijo
e bem vinda de volta

F. R disse...

Saudadeeee da nossa troca descomprometida de leituras. Andei ausente também mas encontrei uma necessidade grande de expor só onde fica bonito aquilo que nao é tanto. Ao voltar, retornei tambem as leituras. Mande noticias. Beijos querida.