Engraçado como tudo aquilo que temos medo de enfrentar na vida, acaba se tornando o nosso destino.
Engraçado como tudo que foi dito pode se perder: palavras, apenas.
Engraçado como tudo que se sente, sobrevive, ainda que modificado.
Engraçado como crescemos e ainda somos tão pequenos.
Engraçado como uma pessoa íntima pode parecer um desconhecido em uma fração de segundo. Sinto medo ao ver a mudança das pessoas.
Engraçado fingir que não se conhece quem se viu, e que não se viu quem se conhece.
Engraçado como dias de sol podem trazer tempestades, e dias nublados podem trazer paz.
Engraçado como um dia nos fazemos de cegos, e no outro vemos bem.
Engraçado como amigos vão sem que sequer percebamos.
Engraçado como amigos vêm sem que sequer percebamos.
Engraçado perceber o quanto as pessoas são imprevisíveis.
Engraçado como as flores nascem e murcham num piscar de olhos.
Como os carros passam, a tarde chega e a noite voa.
Engraçado como acordamos e sentimos como se acabássemos de nos deitar.
Engraçado como 24 horas se transformaram em 4 e eu não vi.
Engraçado como 3 dias pareceram três anos e eu senti.
Engraçado....
Como ainda existo depois de me desintegrar.
E como me desintegro e volto a existir.
Como sonho quando devo chorar, e como choro quando devo sorrir.
Quando falo quando devo calar, e calo quando não devo consentir.
Engraçado como as crianças vivem doentes do corpo, e os adultos vivem doentes da alma.
Como coisas boas engordam e algumas ruins também.
Pensar que pensamos antes de falar.
Falar que o pensamos, e pra isso termos que pensar.
Perceber que grandes coisas chamam atenção.
Mas que, no entanto, são as pequenas que chamam a felicidade.
Que a gente vive pra tentar ser feliz.
E é feliz buscando viver.
Engraçado como escrevo tantas coisas e não consigo escrever um fim.
Vai ver é porque o fim é o que menos importa.
Vale mesmo é o presente, o conteúdo, o que trazem as pequenas coisas.
Vale mesmo a ingenuidade e a sinceridade de um sorriso, aquele inesperado e verdadeiro, que aprendemos quando ainda somos crianças.
Beijos pessoas queridas, boa semana a todos.
Obs: fotinho linda, do blog lindo da Guta.

6 comentários:
engraçado como eu não me canso de te ler, pq leio vc qndo escreves e não as palvras, as construções sintáticas, não, é reducionismo demais pensar assim da escrita, da sua escrita.
engraçado que ainda penso que te conheço, pq pareces tão próxima de mim e, mesmo assim, sei que isso não é verdade, pois não conhecemos as pessoas, pq conhecer implica na inalteridade de algo e vc cresce e se expande, além do fato de estarmos longe fisicamente e vivendo contextos distintos.
mas o mais engraçado que depois de todas essas considerações racionalizantes e filosóficas (?) o que fica é a impressão, e cá entre nós, ela que me traz paz.
e sobre a sua pergunta no último comentário: não, não é evento em manaus, o imaginário nas formas narrativas orais da amazônia paraense é o nome por extenso do IFNOAP, a parte de pesquisa do Programa Campus Flutuante, ambos coordenados pela profa. Socorro Simões, no qual eu sou bolsista.
bjo, que eu já escrevi demais.
ops... imaginário nas formas narrativas orais populares da amazônia paraense = IFNOPAP...
havia me esquecido do primeiro P, mas vc há de me perdoar tendo em vista o tamanho do nome da coisa. ^^
engraçado como é impossível não amar tudo que é escrito por você...
peço permissão pra postar esse texto em meu blog qqr dia desses!
Mto bom!
Bj
Engraçado como mesmo não conseguindo escrever um fim, sempre tem um final nos seus escritos. Fins estes que não deviam existir...
Belo Texto!
Beijo
Nossa, gente, obrigada mesmo pelos comentários, nem sei o q dizer!
Daniel,
a recíproca é verdadeira, preciso ler vc e saber da sua vida..rsrsr
E tenha certeza, vc conheceu, em pouco tempo, porém intenso, o melhor e o pior de mim!
Beijos
Fernanda,
o texto é todo seu!!
Beijocas pra todos!
Ah carlinha teus engraçados me fizeram ver meus engraçados, oh vida desgraçada rsrsrsrsrrs... adoro-te
Postar um comentário