terça-feira, 24 de agosto de 2010

Metáfora da construção - do amor


O desejo do destino é algo que chega a escapar do poder de se segurar com as duas mãos. A tarefa de querer reinventar as coisas, de domar o que não é certo, é realmente difícil, como escrever certezas a lápis num guardanapo de papel.

Respeita-se então a idéia de que durante todos os dias de nossas vidas aprendemos a construir momentos, em meio às incertezas, e junto deles construímos as pessoas.
A maior verdade de tudo isso a que chamamos de caminho, talvez seja o fato de que não importa se a construção exige tempo, mão de obra ou muitos tijolos, o que realmente importa é a argamassa.

Não importa o tamanho do que se constrói, e sim o que se firma entre o que constrói, podendo durar dias ou chegando até o limite do que se aprofunda eterno.

Cansa fácil quem cria demais e várias vezes, quem usa de muitos tijolos, mas tem dó de gastar no reforço de cimento entre eles. Cansa quem sempre espera ver tudo cair a sua frente e ainda assim não aprende que o segredo da obra é o laço, é o nó de consolidação.
O que perdura é ser acabamento simples e puro.
É se aceitar mais de uma mão para construir, sabendo dividir o sentimento, sabendo ser mistura e se salvando do tempo que é um teste para a desatenção e a comodidade.

O tempo é recurso do destino e seleciona não quem mereça amar mais, mas sim quem ousa e saiba amar. Quem ousa ser o que realmente é, não se diminuindo na primeira chuva, por saber que a liga da argamassa é forte e resiste. Ousa quem sabe reagir às palavras, quem se arrisca a perder o sossego, a sentir as náuseas desse barco de mares estranhos. Ousa quem acredita que há amor suficiente no mundo, quem ainda gosta de cafuné. Ousa quem assume o poder dado a nós pelo destino de nos descobrirmos amantes, seja na falta, na urgência, carência ou paciência da espera.

E assim se constrói amor, não se limitando ao número de construções e tentativas, mas também não se limitando ao "ser amado". Se constrói o amor, sabendo ser amante, diante desse Sol que nasce em cada dia de obras de uma das empresas mais ricas desse mundo: o coração.

E tudo isso porque... passei um final de semana incrível com os meus amores. E, sabem o que mais: A "argamassa" que nos une, nem o tempo, nem a chuva, nem a distância e a saudade, jamais conseguirá separar. Nossa obra ainda está em construção, mas está muito, muito firme!Bom saber!
Bejinhos queridos!

8 Pensamentos de outros:

Marcela Fernanda disse...

"o que realmente importa é a argamassa"

aai! eu chego aqui e suspiro... em como você consegue descrever oq a gente sente e nos ensinar oq podemos sentir. O texto é magnífico. E não tem como não concordar... que possamos investir na argamassa e ter sucesso nessa eterna construção.

beijão.

Pri Almeida disse...

Amei d+, Carlinha!
Belas metáforas... bom saber tbm que você está feliz.
Vamos continuar ousando sempre, pois não ha nada melhor!
Adorei ler isto: "O tempo é recurso do destino e seleciona não quem mereça amar mais, mas sim quem ousa e saiba amar."

Maiane disse...

Ousa quem fica com a argamassa mais forte depois da chuva...

A sua argamassa é do tipo Tigre! hehehe

Gostei muito do texto, bem criativo.
Beijo*

Eliel Ferreira disse...

Parabéns, excelente texto...
Como falei no twitter, "de muita cratividade, bom gosto e verdade".

Muito sucesso.
Abraços.

Cássia disse...

Oii!!Cada texto aqui no seu blog deixa com gostinho de ler mais e mais...
Estou te seguindo..Passa la no meu tb e se puder me segue tb..Beijin

Camila disse...

Lindo blog.

é perfeito como traduz seus sentimentos!

=)

Camila disse...

Olá!
Aquele blog sobre LP está meio abandonado, estamos a mil com as coisas da faculdade! Mas até o final da semana vamos postar!

Obrigada por me seguir, agora irei ler sempre suas impressões!

Até!

Saudações Literárias...e Claricianas!

Cláudia Melo disse...

"O tempo é recurso do destino e seleciona não quem mereça amar mais, mas sim quem ousa e saiba amar."
Gostei muito, de verdade! :D
Adoro ler seus posts...