
Este texto ja foi postado Aqui.
Mas como hoje estou sem ideias, e preciso me concentrar pra fazer uma resenha, vai ai algo que gostei de reler e sei que a Marcela vai gostar tbm, e ela vai perceber o quanto somos fortes e especiais!
Beijocas.
"Como se ela não tivesse suportado
sentir o que sentira, desviou subitamente o rosto e olhou uma árvore.
Seu coração não bateu no peito,
o coração batia oco entre o estômago e os intestinos."
(da Clarice)
Descobri dentro de mim uma estranha – e fofa - personalidade, mas vou deixando essa fofura sair aos poucos, pra não me perder nessa minha tendência de extremos e para não assustar aqueles que me acham fria e calculista.
Seguro algumas falas, e solto outras com medo da reação dos ouvintes ou oisas do tipo.
Também sou medrosa, mas acho que isso nem é necessário falar. Tanto medo já me salvou de vários precipícios escuros... Mas também deve me ter tirado muitas alegrias... Vai saber...
De qualquer forma, por teimosia ou aceitação, nunca me arrependi das escolhas que fiz em meus caminhos. A mistura de medo e romantismo tem gosto amargo e doce ao mesmo tempo. Você jura de pé junto que vai ser racional e ter o total controle da situação, mas na grandessíssima maioria das vezes, é tomada pela emoção do romance, dos abraços e dos olhos apertadinhos...
Aí eu coloco o medo debaixo da cama. E tento ser feliz. Curtir plenamente os momentos com a pessoa que a gente gosta, é algo sensacional e eu tive muitas oportunidade de fazer isso durante a minha vida, mas o medo tá lá, embaixo da cama. Não, ele não foi embora não...
Gosto de fazer planos, de pensar no dia todo antes de sair da cama. Sou virginiana, (não que eu acredite mto em astrologia), mas gosto de surpresas também. E isso não tem explicação astrológica, eu acho. Mas o tal do medo que fica debaixo da cama se transforma em um balde de água fria e quando menos se espera... cai sobre minha cabeça!
Não gosto de magoar, não gosto de decepcionar, mas também não gosto de me decepcionar é claro, mas quando essa água fria vai me "doendo", tenho que dividir a dor com alguém, aí acabo machucando as pessoas.
Se fosse por mim, levaria isso tudo a diante, mas é que tem ele, escondido debaixo da cama, e eu não posso curar todas as feridas, cicatrizes, frustrações... Não posso mudar o que já passou. Não consigo pegar os meus e os seus medos e trancafiá-los dentro de uma gaiolinha para sempre. Não posso fingir que algumas coisas simplesmente não existem...
Mas tenho muita certeza e convicção quando digo que tudo isso vai acabar! E vai acabar nos fazendo um bem incomensurável. Acredite. Vai nos amadurecer. Amadurecer o nosso sentimento. As cicatrizes nos serão úteis para nos lembrarmos das nossas quedas em um futuro qualquer. Nos farão rir e nos entreolharmos com ternura quando a lembrança disso tudo não passar de uma vaga memória... E para que tudo fique bem. Para que tudo fique ótimo. Melhor do que era antes. Eu hoje decidi ser forte. A mulher mais forte do mundo.
*
Hoje gostaria de ter escrito algo melhor, pois faz tanto tempo que não escrevo, mas assim foi só o que consegui. Então, algo que estava há muito tempo incomodando, vai explodir. O pior é que vou estar lá pra ver de perto. Outra vez vou decepcionar as pessoas, mas juro, não é nada pessoal. Casos profissionais se misturam com a vida pessoal quando as pessoas que convivemos são as mesmas com as quais trabalhamos... Tô triste, chateada e estressada, mas como ja disse:
Eu hoje decidi ser forte. A mulher mais forte do mundo!
Ah, escrever sobre o fim-de-semana seria diminuí-lo!
É tão bom estar com vcs!

3 comentários:
Oi, Carla!
Muito obrigada pela visita no meu blog. Até que enfim descobri quem é a leitora misteriosa de Santarém (eu sempre via a cidade nos relatórios mensais e me perguntava quem podia ser). É a cidade da editora do jornal onde eu trabalhava, Ana Lígia Sena, conhece?
Bom, gosto muito de Clarice, mas o seu texto foi muito bom. Isso de não se arrepender é muito bom. O melhor de tudo, eu diria.
Abraços!
Oi Tatiana,
Não conheço não, encontrei seu blog através da Pri.
Obrigada tbm.
Beijo
"eu não posso curar todas as feridas, cicatrizes, frustrações... Não posso mudar o que já passou".
Existem coisas que não estão no nosso poder. O importante mesmo é seguir pra frente, pro alvo... Mais uma vez, OBG pelo texto :) Beijos
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