Saudades de mim, daqui, do meu ‘eu-lírico’.
Esses dias têm sido corridos, mas hoje,
excepcionalmente em uma sexta-feira na qual estou de malas prontas pra viajar -
o que me deixa muito feliz, me vejo assim, numa quietude que nem acredito que
seja verdade.
A semana que está terminando e a que
passou exigiram de mim esforços “sobre-humanos”, trabalhei muito, dormi pouco e
nem vi o tempo passar, e como bem sabemos, quando o tempo decide passar voando,
não tem asas que nos façam voltar para buscá-lo. E nem gostaria! Estou satisfeita
por ter cumprido uma missão tão complicada. Estava revisando uma tese e um
livro, quase surtei, aliás, pelo que me disseram tive vários surtos.
Às vésperas de completar um ano na
empresa, ontem, logo após entregar o livro revisado senti um alívio enorme e
uma maré de pensamentos tomou conta da minha cabeça. Como foi que vim parar aqui?
Ser revisor de textos vai além do curso de letras, além da gramática, além do
conhecimento de mundo, além de tudo que os livros podem nos dizer. Descobri
nessa profissão que a sensibilidade de sentir e tentar entender o outro é que
dá sentido às palavras embaralhadas e desconexas com as quais me deparo
diariamente.
Sempre entro em crise com livros, é
inevitável. Gosto de ler e viajar na leitura, mas não dá, há sempre o
compromisso de encontrar aquele detalhe que ninguém viu, e a responsabilidade
de excluir palavras antigas com as quais todos ainda estamos muito
familiarizados. “Ninguém” escreve de acordo com a nova reforma ortográfica.
“Ninguém” entende quando eu tiro o acento de ideia e escrevo infraestrutura sem
hífen. Pra mim, ideia com acento é uma coisa ultrapassada, mas para os clientes
dessa empresa “tá tudo errado nesse português”, como eles dizem. Ok, são os
ossos do ofício, tenho que lidar com essas coisinhas diariamente e fico mega
feliz quando consigo convencê-los de que eles têm que se adaptar às novas
regras gramaticais e coisa&tal. Enfim, meu sonho de consumo tem sido pegar
um livro para ler descompromissadamente (veem como sou uma pessoa simples?! rsr)
Pois é, descobri que com o passar do
tempo a gente vai se adaptando com as pessoas, com as formas com as quais se
expressam e, principalmente, descobri que amo muito o que venho fazendo. Encontrei
e conheci tanta gente legal nessa área. Talvez seja uma coisa com a qual eu queira
continuar a trabalhar, não sei até quando, mas no momento é algo que tem me dado
muito prazer. O cansaço, ah... faz parte, a gente vai aprendendo a aproveitar
melhor a vida, os poucos momentos de folga e lazer e até mesmo a dar valor ao
pouco tempo que se tem pra dormir, é uma das coisas que mais sinto
falta, porém, descobri com isso que os nossos sonhos só se realizam quando
estamos acordados, aliás, precisamos estar de olhos abertos para ver a vida
acontecer. Sonhar acordado é a maior recompensa que se tem quando não se pode
dormir.
Para tanto, vou ali, viajar, ver minha
família, sossegar a alma e cansar o corpo com abraços sinceros.
(É claro que vou aproveitar pra dormir um
pouco no trajeto...rsrs)
Beijos, vou ler vocês.

5 comentários:
Boas férias. :))
beijos
Own querido, é só um final de semana, mas vai dar pra sair da rotina. Bjos
Que bom que encontrares algo que gostas.
Aproveitou bem as merecidas férias?
Carlinha, existe algum mail para onde eu possa fazer-te umas perguntinhas sobre um sonho de viagem que adorava fazer? Se existir envia para: waterfall@sapo.pt
:))
difasil amigos
www.bedavareklamlar.com
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