segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Parece crise existencial, mas é só a TPM



Pode parecer exagero, mas minha TPM me deixa totalmente um caos (mais do que o normal). Ando insatisfeita com algumas situações que estão ocorrendo no meu trabalho e nesse período as coisas parecem tomar proporções gigantescas. Hoje quis entrar numa briga que não era minha e mandar o nosso gerente calar a boca e ir pro inferno. Segurei a língua, saí do recinto. Tomei um café, respirei fundo e contei até num sei quanto. Ok. Procurei um mantra e encontrei isso: “Como lidar com as pessoas difíceis de quem não podemos fugir? Compreenda a dor que as faz ser como são. Veja além do comportamento incômodo e pergunte: qual dor interna leva a pessoa a agir assim? (Shmuel Lemle)


Fiquei pensando qual seria o problema dele. Nada incomoda mais um ser do que a falta de amor e a falta de amor-próprio. Penso que quando uma pessoa não é bem resolvida, não tem amor e carinho dos outros, ela é totalmente incapaz de dar também. Isso é lamentável; e não falo de amor carnal, entre homem e mulher; falo de amor ao próximo, de compreensão, de se colocar no lugar do outro e saber que todos estamos aptos a errar. Ser gerente de uma empresa não é profissão, é uma condição. Assim como nós a criatura é empregada e está ali temporariamente, tão exposta quanto qualquer um.

Sei que não deveria estar escrevendo essas coisas, mas, sinceramente, a essa altura do campeonato, o que vier é lucro!
Já disse aos meus colegas de trabalho que vou escrever uma carta à diretoria da empresa descrevendo essas situações de humilhação, às quais estamos presenciando com frequência ultimamente e tenho certeza que eles não têm conhecimento.

Já discutimos sobre isso em reuniões setoriais internas e chegamos à conclusão que do jeito que está não pode ficar.

Gosto do meu emprego, gosto muito dos meus colegas e amo o que faço, mas não tenho medo das consequências, afinal, ninguém é obrigado a se submeter a esse tipo de coisa, ou ainda, a ficar calado vendo o outro passar.

Estou triste com tudo isso; de uns tempos pra cá as situações vêm se agravando e temo o momento em que vá fugir do controle. “Ninguém tem sangue de barata”, todo mundo tem os seus limites, ainda que estes sejam bem, bem flexíveis. Estamos trabalhando sob pressão, num clima desagradável, o que é ruim pro funcionário e, consequentemente, para empresa, mas ele não vê isso.

Enfim, vou deixar esse período crítico passar, fico inevitavelmente chata, impaciente, chorona, implicante, brigona e tudo que vocês imaginarem, ou seja, não respondo por mim. Se nada melhorar, vou tentar pôr as coisas no papel e “colocar a cara à tapa”, vou escrever, assinar e enviar aos responsáveis.

Pode ser que minha jornada nessa empresa termine em seguida, mas não tem problema, se as coisas melhorarem para os que ainda vão permanecer ficarei extremamente satisfeita. Viver é um risco, e sinceramente, eu não tenho medo algum!

4 comentários:

Daniel Prestes disse...

Puts! Seu post me lembrou as situações que eu vivi no último ano do projeto. A melhor coisa que aconteceu foi o término do contrato, pq eu pude sair daquele ambiente desagradável. Sinto saudades de lá e de alumas pessoas, afinal eu amava estar lá, mas acontece que já não dava mais. Que o melhor aconteça aí, Carlinha, e que bom que você tem os seus colegas de trabalho com quem conversar a respeito. No mais, se cure dessa tpm, tome uns bons cappuccinos e coma uns bons chocolates (de preferência os amargos, pq senão fica tudo muito doce). Bjocas!

Maíra disse...

Infelizmente todo mundo já viveu ou vai viver uma situação dessa. A sua coragem para enfrentar a situação é o que falta à maioria.
Mas como você disse, espere essa fase, coma doces e melhore, hehe. Depois use mesmo sua coragem para mudar. Mudanças fazem bem a alma!

beijos

waterfall disse...

Pois, Carla. Deixe a poeira assentar. Depois olhe outra vez para tudo e faça o que lhe disser a sua consciência. É bom poder pensar e agir assim. Aqui nós, no sul da Europa, com esta crise tremenda e com o desemprego a níveis nunca vistos, vamos engolindo muitos sapos. O emprego vale ouro. :)

Carlinha Leão disse...

Valeu gente, pelos conselhos, exceto dos chocolates, que há tempos já não curto mais...rsrs.
Então, ontem no final da tarde o gerente anexou ao quadro de avisos o cronograma de férias, as minhas serão daqui a 15 dias. Será que volto? ;)

Waterffal, querido, aqui as coisas não são diferentes, quem tiver seu emprego que segure, mas, vejo tudo como possibilidade de melhora.

Beijo