segunda-feira, 12 de julho de 2010

°° Nada como um dia sem hipocrisias °°



Que doce foi provar meu próprio veneno...

Há coisas nessa vida que não se imagina até o dia que se sente. Não sabia o efeito de palavras. Eu, que as amo, que paraliso em seus mistérios e me deleito com suas peculiaridades, me sinto agora tão pequena, garota a cativar estátuas de Deuses. Não que os subestime, pelo contrário, os respeito, mas foge-me aos olhos a verdade: seu poder.
Palavras que se reúnem poderosas, me reviram de dentro pra fora e roubam de mim tudo que mais acreditava ter: palavras. Por instantes, essa manhã, fiquei sem.

Tantas vezes tentei em vão lê-las em seus pensamentos, encontrá-las soltas nos olhos, presas no sorriso, em um gesto qualquer... pedi, hesitei, deixei meus pensamentos passeando por lugares insossos, circulares, para em seguida repreendê-los como um boa mãe à menina levada.

Era outra vez ingênua em pensar que, poderosas como são, elas e seu criador não teriam tempo próprio. Tão impossível pressioná-las antes, quanto impossível fugir e evitá-las agora.

Sim, já vi efeitos de palavras, já ouvi tentativas tão vãs quanto a minha agora para explicar o que quer que seja que se sente... Tristeza, alívio?? Não há palavra que aguente tanta pressão. Não há coração que chegue, não há cabeça que não gire, não há corpo que não sinta.

Fechei os olhos em cada pausa sua, ouvi com demora cada frase. E se fosse um teatro, aquele era meu texto. Decoraria suas linhas, estudando as possíveis entonações e os gestos que poderiam se encaixar. Devoraria palavras, faminta, e, no entanto, mais completa do que soubesse imaginar.

Mas não era teatro, infelizmente. E qualquer coisa que dissesse a respeito seria grande demais, ou pequena demais, pois conversas ao telefone não expressam emoções, as vezes dizemos coisas querendo dizer outras. Ainda é bom ouvir clichê? Porque tenho agora um repertório, um monte deles rondando e sugando todas as minhas palavras, frases seguidas de exclamações, reticências, pontos, frases que colariam bem em qualquer cartaz, e as quais recitaria vorazmente pra você agora, se isso não me deixasse ainda mais embaraçada – embaraçada em minhas próprias palavras.

Este dia, minhas palavras são comuns. Coloridamente comuns. Mais ouvi. Pouco falei. Temi a perda, mas esperei o risco. Um telefonema pela manhã me fez calar o resto do dia. Minha cabeça está girando feito uma roda-gigante.

Sinto a amizade maior que tudo, sinto que os anjos me velam de longe, tantos pura luz, que me acompanham e abraçam, tantos tão humanos, que erram, choram e machucam, mas que me têm com amor e verdade. E eu? Sou tão grata, tão feliz e tão humana, que também sou capaz de ferir com palavras, amar com palavras, lamentar com palavras, mas, o mais importante, disso tudo é que também sei perdoar com palavras.

Boa semana meus queridos, tenho aqui a força da vida que me move, pois tenho amigos, e em mim, "todos os sonhos" e palavras do mundo!

9 comentários:

Marcela Fernanda disse...

suas palavras sempre nos encantam :)

Mayara :) disse...

E nos deixam sim, como a ti, sem palavras!

Beijo amiga.
May.

Pri Almeida disse...

encantada com suas palavras e sua escrita metalinguística... adorei d+! Beijo! Ah... as letras dominam os blogs... rsrs

waterfall disse...

Pois... Que as palavras dos teus amigos e as tuas próprias palavras nunca te faltem. Em ti estão sempre bem entregues. Beijos.:)

Michel Fonseca disse...

Adorei seu blogger, fiz boas leituras aqui, hj estamos no meio de pessoas que perderam essa essência de ser verdadeiras, com sigo mesmo existem várias pessoas que são desleais com elas mesmas. Parabéns

Michel Fonseca disse...

Adorei seu blogger, fiz boas leituras aqui, hj estamos no meio de pessoas que perderam essa essência de ser verdadeiras, com sigo mesmo existem várias pessoas que são desleais com elas mesmas. Parabéns

Natty disse...

Ao ler seu texto, lembrei de uma música da Cássia Eller: "PALAVRAS".

Tão linda que nos deixa sem PALAVRAS, assim como seu texto.

Beijos

S.R disse...

miga, putss isso foi impulsividade... miga calma, a verdade é q tdo há conserto...e cm palavras se reconstroi... eu axo q tenho q escrever em terceira pessoa no meu blog... senao mana vou perder tds os pretendentes...hihiihi...ops eu tava apaixonada...num era...poise tow mas a espera é mto complikda

Carlinha Leão disse...

Pois é Nathy.

Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras, momento

Palavras, palavras
Palavras, palavras
Palavras ao vento...